segunda-feira, 7 de julho de 2008

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: OS AMBIENTES VIRTUAIS E ALGUMAS POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS

Nos últimos anos, a educação a distância via telemática ganhou uma nova dimensão com novas possibilidades e desafios, o que nos instiga a repensar as formas de aprender e de ensinar. Na rede há uma grande diversidade de informações disponíveis e organizadas de várias maneiras, permitindo seu acesso tanto no sentido da abrangência (favorecendo a multiplicidade de relações) como no aprofundamento (privilegiando as particularidades e detalhes). Mas, em termos de aprendizagem, ter acesso e adquirir informação é a mesma coisa que ter conhecimento?

No entanto, existem propostas de cursos baseadas em pressupostos que enfatizam o processo de construção do conhecimento por meio das interações e do trabalho colaborativo. Sob este enfoque, a abordagem de educação a distância denominada por Valente (1999) de o estar junto virtual integra o uso dos vários recursos do ambiente virtual para criar situações de aprendizagem que possam favorecer o aluno a transformar as informações em conhecimento. Nestas situações de aprendizagem, o aluno pode vivenciar um processo de ação reflexiva, de articulação com a prática, de depuração e de (re)construção do conhecimento.


AMBIENTES VIRTUAIS - focalizando algumas ferramentas

Os ambientes virtuais2 de suporte para o processo de ensino e aprendizagem são constituídos por um conjunto de ferramentas que possibilitam a organização, o gerenciamento e as várias formas de interação no curso. Cada ferramenta tem suas particularidades, pois foram criadas para determinados fins. Existem aquelas ferramentas apropriadas para disponibilização de materiais relativos a textos de conteúdo, informativo, leituras, etc. Entre outras, existem aquelas ferramentas que viabilizam a interação entre os participantes do curso, tais como, Chat, Fórum de Discussão, Correio Eletrônico, Portfólio. O uso que se faz destas ferramentas depende do objetivo do professor e das características dos participantes (necessidades e/ou interesses). Embora estas ferramentas sejam de extrema importância, cabe ao professor dar vida, ou seja, dinamizar o seu uso com os alunos. Geralmente, estas ferramentas, do ponto de vista técnico, são simples de serem manipuladas, mas as possibilidades e implicações pedagógicas dependem da (re)significação que o professor pode fazer no contexto do curso.